a crítica recebida machuca sempre mais do que a crítica feita.
minha sutileza de bigorna é esmagadora.
hei de aprender a calar na boca a navalha da alma e engolir as palavras ríspidas para não perder a melhor das companhias.
ninguém quer ser lembrado das próprias fraquezas.
queremos só ser lembrados.
a boa memória e a língua afiada são causas justas que quando defendidas sempre acabam em solidão.
quero o fim do dia de hoje. quero um fim de semana perto do mato e longe da máquina que me engole com sua grande boca mecânica. quero limpar o peito do peso da rotina.
Thursday, 14 August 2008
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