Sunday, 2 March 2008
M.M.
sábado depois da insônia e tudo mais consigo dormir um pouquinho. temos reunião marcada para depois do almoço no bom retiro (minha segunda casa esta semana)e decidida a quebrar umas barreiras pessoais ia daqui até a casa dele de ônibus. são poucas quadras e depois poderíamos ir de táxi até lá. saio fofa de casa e desco minha rua uma quadrinha em direção ao ponto. o dia estava lindo e ensolarado. não que eu goste de dias ensolarados mas. chego no ponto e espero alguns minutos por que agora só aqueles lotações pequenos vão até a são joão e eles demoram um pouco a vir. olho para cima e vejo uma nuvem cinza chegando. até aí eu estou acostumada. chove sempre que ponho meus lindos pézinhos na rua. quando fui ao piauí choveram três dias seguidos depois de uma seca de oito meses. mas esta é outra página. estou eu no ponto com pequenos pingos de chuva começando a escurecer a calçada quando passa por mim uma família e dirigindo-se para onde eu também decidi ir. a marquise lateral da bolonha. e a mãe diz dali: deus ajude a parar de chover antes do ônibus chegar senão sai todo mundo molhado. e eu penso daqui: ainda bem que alguém acredita em deus talvez isso já ajude. aí começa a chover mais forte. não dá para pegar um táxi por que eu sairia ensopada de qualquer forma. ando pela beirada da marquise até a esquina e fico esperando. tenho certeza mas não muita de que é só chuva de verão. apesar do céu estar cinza chumbo e pesado como tal. a augusta já tinha virado aquela corredeira conhecida com cachoeira e tudo mais. respiro fundo e penso: já que nada há para se fazer o melhor é simplesmente aproveitar o barulho da chuva (não molhando meu pé tá tudo ótimo). aos poucos a chuva diminui e eu salto para dentro de um táxi agradável sem molhar meus sapatos prateados. chego na sua casa com a certeza de não mais ir contra minha natureza e simplesmente nunca mais entrar em um ônibus enquanto tiver pernas para andar. depois carona e bom retiro. no calor infernal. reunião. assuntos dos quais eu não tenho conhecimento mas que ele conhece melhor do que ninguém. uma cliente duas lojas e um possível site. vamos trabalhar juntos pela primeira vez. quero impressioná-lo um pouco. quero velhos laços reatados. vamos almoçar os três no restaurante da nossa vizinhança. e eu quase esqueço de contar que no caminho até o restaurante um homem simples mas arrumado de camisa bege e calça marrom cruza nosso caminho e começa a rir na nossa direção. fechamos a cara e ele fala: vocês dois vão ficar milionários. é milionários. ele responde comigo em eco apesar de eu não acreditar nas palavras tanto quanto ele: deus te ouça. íamos uma feijoada mas não tinha light então fomos na picanha. três pratos raspados. meio remédio e dois chopps depois nos separamos. eu subo a pé e eles vão longe.
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1 comment:
...eles vão longe cleide...
e o cable nem ta tao legal assim agora que eu tenho.
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