minha antiga amante chama. sua voz é doce e convidativa. não resisto. meu amigo está de carro novo e eu louca para rodar. o sailor e a marine. em busca do uísque perdido na pizzaria moderna do baixo jardins. achamos dois. caprichados. estavam melhor do que o drinque tropical apimentado. com certeza. sentamos no balcão por que quem senta em mesa para beber não sabe o que faz. meio debruçada meio apoiada e meio decidida a ir até o fim da noite. bebemos levantamos e vamos até a beirada que derrete. lá ganho uma garrafinha de bolso para o meu amigo do peito. ensaio uma dança mas não sei mais dançar. sei mesmo é jogar conversa fora. acho alguém interessante e ficamos ali na entrada arremessando memórias e estórias um ao outro. ele parece mais novo do que é. acho que possui raízes mas tem uma alma cigana que me agrada. e tem pegada. mas hoje é dia de estorvar e não de namorico. ele vai e eu fico. o dj estava bézzimo. teve até funk do morro com alice in chains. aí me fudeu. espero meu marinheiro cansar de tudo e todas e vamos embora. a christine ficou linda preta e o banco de tráz é delícia. cachinhos ruivos ao vento e a falta de um rádio para as meninas que sempre querem trilha sonora.
sou filha bastarda mas sou filha pródiga e meu amor não tem limites.
pois é josé!
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