
volto bebendo uma vódka já sem gelo e meio quente.
caminhando devagar quadra abaixo em baixo das luzes dos postes.
sento na janela com os gatos até o álcool do sangue evaporar um pouco.
presto atenção na rua. e a rua está bem viva apesar da chuva do começo da noite.
tem uns *nóia* subindo e descendo a paim naquela postura conhecida de malandro. com a camiseta pendurada no ombro e cigarro no canto da boca. aquele andar de lordose pensa. balançando os braços para tentar preencher o espaço do próprio ego.
acendo um cigarro.
e com a cabeça cheia de idéias alheias fico AQUI
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